
Jazz em Agosto 2008
Extensões
Extensões é o conceito que define o Jazz em Agosto 2008, a sua 25ª edição desde 1984, atravessando mais de duas décadas de documentação sincrónica do jazz actual e revelando personalidades que marcaram o seu movimento. Dobrando o Século XX, quando nasceu, o jazz, hoje, no Século XXI, mais do que nunca, questiona a sua própria identidade, a realidade da sua permanência fruto de mecanismos de contínuas trocas intercontinentais e mesmo interdisciplinares. Sobrepondo-se a querelas e excomunhões resultantes, alimentadas por uma ideia de pensamento único, interessa mais, contudo, seguir o trajecto dos músicos criativos, compreendê-los, aceitá-los, veiculá-los e apresentá-los em condições adequadas.
Ao longo da sua existência, o Jazz em Agosto programou e apresentou pela primeira vez em Portugal importantes músicos que se inscreveram na História dos últimos 25 anos, uma lista vasta que inclui, entre outros, Bill Frisell, Joe Lovano, Terje Rypdal, Art Ensemble of Chicago, Jimmy Giuffre, George Russell, Dave Douglas, Matthew Shipp, Don Byron, Tim Berne, World Saxophone Quartet. Sobre parte deles, incidindo numa plêiade mais recente, dedica-se agora um olhar que permite a revitalização da sua dimensão artística, como são os casos de Peter Brötzmann e do seu Chicago Tentet, que acentua o plano intercontinental, de Sylvie Courvoisier, na sua dimensão de jazz de câmara, de Fritz Hauser, na excelência da sua concepção de bateria e percussão, o único instrumento inventado pelo jazz, e de uma nova geração detonada por Anthony Braxton: de Taylor Ho Bynum e do trio Memorize The Sky. Por outro lado e ampliando-o, o conceito Extensões é também entendido num sentido geográfico ao focar-se a realidade do Japão com a presença de Otomo Yoshihide, Satoko Fujii e Paap, enquanto que os duos de Pascal Contet / Barre Phillips e de John Zorn/Fred Frith, colocam em relevo uma das mais caras fórmulas evidenciadas pelo jazz de hoje.
Entrosado na malha programática assinala-se o génio de Eric Dolphy, nascido em 1928, há 80 anos, através do filme de Hans Hylkema Last Date e também na própria temática da Orquestra de Otomo Yoshihide. Assumindo-se a importância que o jazz tem conquistado na sua documentação em filme, exibir-se-ão mais dois filmes, um dedicado a John Zorn, outro a Misha Mengleberg que, com a sua Instant Composers Pool, esteve presente no Jazz em Agosto 2000. Uma mesa redonda moderada pelo crítico Bill Shoemaker, denominada The Changing Scene, associando músicos, contribuirá para firmar o pensamento do jazz nesta época de mudança e de proliferação, onde os consensos serão, porventura, mais difíceis e da qual o Jazz em Agosto tem sido farol de tendências, colocando-as à discussão, criando motivos bastantes de fruição ao seu público fiel, em paralelo à renovação suscitada pela própria Arte.
Ao longo da sua existência, o Jazz em Agosto programou e apresentou pela primeira vez em Portugal importantes músicos que se inscreveram na História dos últimos 25 anos, uma lista vasta que inclui, entre outros, Bill Frisell, Joe Lovano, Terje Rypdal, Art Ensemble of Chicago, Jimmy Giuffre, George Russell, Dave Douglas, Matthew Shipp, Don Byron, Tim Berne, World Saxophone Quartet. Sobre parte deles, incidindo numa plêiade mais recente, dedica-se agora um olhar que permite a revitalização da sua dimensão artística, como são os casos de Peter Brötzmann e do seu Chicago Tentet, que acentua o plano intercontinental, de Sylvie Courvoisier, na sua dimensão de jazz de câmara, de Fritz Hauser, na excelência da sua concepção de bateria e percussão, o único instrumento inventado pelo jazz, e de uma nova geração detonada por Anthony Braxton: de Taylor Ho Bynum e do trio Memorize The Sky. Por outro lado e ampliando-o, o conceito Extensões é também entendido num sentido geográfico ao focar-se a realidade do Japão com a presença de Otomo Yoshihide, Satoko Fujii e Paap, enquanto que os duos de Pascal Contet / Barre Phillips e de John Zorn/Fred Frith, colocam em relevo uma das mais caras fórmulas evidenciadas pelo jazz de hoje.
Entrosado na malha programática assinala-se o génio de Eric Dolphy, nascido em 1928, há 80 anos, através do filme de Hans Hylkema Last Date e também na própria temática da Orquestra de Otomo Yoshihide. Assumindo-se a importância que o jazz tem conquistado na sua documentação em filme, exibir-se-ão mais dois filmes, um dedicado a John Zorn, outro a Misha Mengleberg que, com a sua Instant Composers Pool, esteve presente no Jazz em Agosto 2000. Uma mesa redonda moderada pelo crítico Bill Shoemaker, denominada The Changing Scene, associando músicos, contribuirá para firmar o pensamento do jazz nesta época de mudança e de proliferação, onde os consensos serão, porventura, mais difíceis e da qual o Jazz em Agosto tem sido farol de tendências, colocando-as à discussão, criando motivos bastantes de fruição ao seu público fiel, em paralelo à renovação suscitada pela própria Arte.
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